Um grupo ativo no Telegram atrai spam rapidinho: mensagens de propaganda, contas falsas e mensagens privadas para os seus membros. A boa notícia é que quase tudo isso dá para barrar sem ficar vigiando o tempo todo. Abaixo está como configurar moderação e antispam passo a passo — primeiro com as ferramentas do próprio Telegram, depois com bots.
Passo 1. Direitos de administrador e configurações básicas
Comece pelo que já vem no Telegram — é grátis e resolve boa parte do problema.
- Nomeie administradores de confiança e dê a cada um só os direitos de que precisa (banir membros, apagar mensagens, fixar). Quanto menos direitos uma conta tem, menor o estrago se ela for hackeada.
- Nas configurações do grupo, abra Permissões e decida o que os membros podem fazer: enviar mídia, links, enquetes. Restringir links e encaminhamentos já reduz bastante o spam.
- Ative o Modo Lento — um intervalo entre as mensagens de um mesmo membro. Ele segura o flood nos momentos de pico.
- Em grupos com mais de 200 membros, ative o antispam agressivo nas configurações do grupo — o Telegram passa a remover parte do spam sozinho.
Passo 2. Verifique os novos membros com captcha
A maior parte do spam vem de bots que entram no grupo e já postam propaganda. Um captcha na porta barra esses bots: o recém-chegado precisa tocar num botão ou resolver uma tarefa simples dentro de um prazo, senão é removido. O jeito mais fácil de ativar isso é com o Shieldy ou o Captcha — os dois são adicionados ao grupo como administradores e pedem ao novo membro que confirme que é humano.
Passo 3. Um bot de moderação e antispam
Um único bot de moderação cobre quase tudo: captcha, filtros, advertências e remoção automática de spam. Aqui estão opções testadas.
- Shieldy — captcha para novos membros com prazo e texto personalizáveis, remoção de quem não passa, boas-vindas que se apagam sozinhas e integração com a base de spammers Combot Anti-Spam (CAS).
- Group Help — antispam e antiflood com ações automáticas contra flood, links e conteúdo indesejado, boas-vindas com aceitação das regras e um sistema de advertências, tudo em mais de 30 idiomas.
- Fullyst — filtro de spam com /spam e votação /voteban, comandos /ban, /warn e /report, análise detalhada do chat e, de quebra, transcrição de mensagens de voz.
- Rose — comandos de moderação para apagar mensagens, restringir, remover ou banir membros e ajustar as permissões dos administradores, com configurações em privado.
- GLYPH — antes de tudo um bot de jogos com mais de 30 modos e duelos, mas com direitos de administrador ele também assume a moderação do dia a dia do grupo.
- Limzo — captcha para novos membros, bloqueio de golpes e links perigosos, /warn e trava de idioma, além de karma, jogos e relatórios semanais para os admins; tudo configurado num mini app.
- Captcha — um bot de código aberto que faz só uma coisa: mostra um captcha a cada pessoa que entra e mantém os bots de spam do lado de fora.
Passo 4. Práticas que funcionam de verdade
- Escreva regras curtas e fixe no grupo — a moderação parece mais justa quando há algo para apontar.
- Use advertências em vez de banimento imediato: 2–3 avisos antes do ban dão a chance de corrigir o comportamento e reduzem banimentos injustos.
- Apague automaticamente links e mensagens encaminhadas de novos membros nas primeiras horas depois que eles entram.
- Ative o Modo Lento nos horários de pico ou durante um ataque de spam.
- Não distribua direitos de administrador para todo mundo — essa é a maior brecha na segurança de um grupo.
- Revise estatísticas e registros uma vez por semana: isso mostra quais filtros estão agindo e quais precisam de ajuste.
Comece com um captcha e um bot de moderação — isso basta para a maioria dos grupos. Acrescente o resto conforme a comunidade crescer. Mais ferramentas estão na categoria Gerenciamento de grupos e canais.